Rieu

20/11/2014

Semana De 17 a 23.11.2014

Amados amigos e irmãos 
PARA REFLEXÃO: FÓRMULAS DA FELICIDADE
Um homem foi informado, aos vinte anos, de que teria poucos anos de vida.
Mas, como novos medicamentos foram surgindo, ele chegou aos setenta anos, saudável e cheio de energia.
Apesar da expectativa de uma vida curta, ele se casou, teve filhos e uma carreira de sucesso.
Também percorreu toda a Europa num trailer, pintou quadros, praticou esportes e manteve fortes laços afetivos com parentes e amigos pelo mundo todo.
Teve, possivelmente, uma vida mais intensa do que muitos dos seus amigos e conhecidos.
A sua vida demonstra que é possível ser feliz na Terra. A vida é cheia de altos e baixos, mas a felicidade tem de ser conquistada, cultivada e valorizada.
Eis algumas reflexões para nos lembrar de como é bom viver e de como se pode ser feliz.
Mude sua forma de pensar  – é importante viver cada dia como se fosse o último. As pessoas que sobreviveram a uma doença terminal, a um desastre, assistiram a morte de um ser querido ou a uma tragédia, transmitem o ensinamento de que não se deve deixar para depois o que é importante. E importante é procurar um amigo agora, aprender algo de novo agora, viajar agora.
Esqueça a competição  – se o seu vizinho comprou um carro novo, foi passear na Europa ou tem o som mais moderno, que importa? O que importa é ter uma vida melhor, ver os amigos, poder estar com a família nos finais de semana.
Trabalhar um pouco menos significa ganhar menos dinheiro, mas proporciona o prazer do aconchego familiar, uma hora devotada a um trabalho voluntário, a oportunidade de ouvir boa música ou ler uma página edificante.
Diga eu te amo ao seu cônjuge, à família e aos amigos. Diga o que admira em cada um deles. Cumprimente-os quando fizerem algo de bom. Elogios são sempre bem-vindos.
Aprenda a dizer não  – você não é obrigado a fazer tudo que lhe pedem. Não precisa se colocar à disposição dos outros o tempo todo.
Reserve algum tempo e espaço para pensar e fazer algo por você mesmo.
Faça uma limpeza geral  – livre-se de tudo que você não usa. Roupas que não veste há um ano, utensílios de cozinha que somente estão atravancando o armário, brinquedos, livros, mobília. Dê tudo para instituições de caridade. Você terá ajudado famílias a começar a vida, crianças, estudantes e pobres.
Telefone ou escreva para os amigos – não importa que vocês tenham perdido o contato. Eles adorarão ter notícias suas.
Alegre-se com plantas. Colha flores no jardim. Elas enchem a casa de vida e energia.
Sorria – o sorriso é contagioso. Experimente. Comprove.
Crie alguma coisa. Pinte. Borde. Cozinhe. Plante. Ofereça algo seu para tornar melhor o lugar onde você vive.
E, finalmente, torne mais feliz a vida de alguém. Pratique uma boa ação. Ceda um pouco do seu tempo para uma instituição.
*   *   *
Alegria e tristeza fazem parte da vida humana. Dificuldades, perdas, também.
O ideal é não cultivar a erva daninha da tristeza e esmerar-se no trato das flores perfumadas da alegria.
A propósito, para não esquecer das coisas boas que diariamente acontecem, que tal anotar?
Como é mesmo aquela palavra engraçada que sua filha disse hoje? A frase bonita que emocionou você?
Anote, para reprisar esse momento outra vez, quando a tristeza quiser fazer ninho em seu coração.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vinte maneiras de ser feliz, de Wendy MacReady, de Seleções Reader's Digest, de fevereiro/2003. Em 18.11.2014.

A LOUCURA QUE ESTÁ O ORIENTE MÉDIO

A LOUCURA QUE ESTÁ O ORIENTE MÉDIO

16/11/2014

Conexão Da Semana: O Bem E O Mal(16 a 22.11.2014)



  O Bem e o Mal    
      A conexão desta semana fala sobre uma disputa muito difícil entre dois irmãos gêmeos: Jacob e Esaú. Um é suave e contemplativo. O outro um guerreiro,  tomado pela reatividade.  Por trás dos arquétipos destes personagens a Torá nos fala também sobre uma disputa que ocorre dentro de cada um de nós.

Como, por exemplo, quando a noite você jura abandonar um vício e pela manhã resolve adiar. Ou quando você promete que vai se dedicar mais aquilo que realmente importa em sua vida e logo depois volta a ficar encoberto pelo mundo aparente e ilusório.

O fato é que, ao se observar diante destas questões, você inevitavelmente irá reconhecer  dentro de si mesmo distintos personagens, diferentes inclinações. E não há um único ser humano na face da terra que não tenha que lidar com o conflito entre suas inclinações positivas e negativas.

Fundamentados nesta conexão, ampliamos a nossa consciência para perceber que o bem e o mal que vemos no mundo está dentro de nós mesmos. Esse é o ponto de partida, porque, como dizia Sócrates: "Se você quer transformar o mundo, comece transformando o seu interior."

Shalom!
Atenção: Aprofunde a compreensão dessa conexão com a leitura do capítulo 3 do livro "Aqui, Agora". Rituais ao vivo, 3af, 6af e Sábado, online e gratuitos, também ajudam no processo de crescimento. A nova mini-aula da semana abaixo.


Mini-Aula: http://www.youtube.com/watch?v=0xQ7DVlKPPA


[]s Ian Mecler.                                                                                                                                    

15/11/2014

Uma Jornada No Tempo - Das Visões Ao Cachimbo Sagrado


"CHEGARÁ O TEMPO EM QUE MUITOS ESPÍRITOS DOS POVOS VERMELHOS RETORNARÃO EM OUTROS CORPOS PARA TRANSMITIR OS CONHECIMENTOS SAGRADOS E LUTAR EM DEFESA DA MÃE TERRA" Profecia Lakota-Sioux


Era apenas um garotinho quando o universo espiritual indígena o chamou. Nasceu em terras "Kari-Okas", no seio de uma família da zona sul, mas já se imaginava filho de índios... Imaginação infantil? Todos diziam que sim! O menino cresceu e, estranhamente, continuou o seu caminho em direção à "floresta". Por quê tal interesse? Ninguém sabia responder, nem ele mesmo. Surge, então, o indigenista.

Na Funai, e fora dela, Luiz Filipe desenvolveu inúmeros trabalhos junto aos povos indígenas: demarcação de terras, retirada de invasores, dentre tantos outros. No Mato Grosso, em um de seus longos trabalhos, conviveu com os Xavante, povo que o adotou e o batizou com o nome de Tsiipré, que significa Pássaro Vermelho.

No dia 28 de agosto de 1988, acompanhado por um amigo ativista da causa ambiental, Tsiipré percorreu, de canoa, os 557 quilômetros do Rio das Mortes, no seu trecho entre Nova Xavantina até a boca, no Rio Araguaia, e de lá, por mais 18 quilômetros, alcançou a pequena cidade de São Félix do Araguaia, onde futuramente pretende realizar o "Projeto Ribeirinhos no Círculo da Vida", com saúde, pela visão oriental, artes e educação ambiental, cuja proposta já foi apresentada naquela região. Mas voltando ao Rio das Mortes, tal iniciativa, denominada "Projeto Mortes que te quero Vivo", contou com o reconhecimento e o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso, da Fundação Nacional Pró-Memória e da Associação Mato-grossense de Ecologia. Através de um registro fotográfico e de entrevistas com os ribeirinhos, eles obtiveram um diagnóstico da área percorrida e, posteriormente, elaboraram um detalhado relatório, incluindo a sugestão de uma APA (Área de Proteção Ambiental) em local criteriosamente escolhido. A partir desse trabalho, a vida do indigenista Luiz Filipe Tsiipré passou por uma profunda e radical transformação, coincidindo com o premonitório sonho que sua então esposa, a antropóloga Vera Lopes, tivera no passado: Tsiipré partiria em busca de sua missão, indo morar nos Estados Unidos. E assim aconteceu!

De indigenista para terapeuta oriental, Tsiipré aterrissa no Arizona e em Dakota do Sul. O "chamado" que recebera ainda criança fora, finalmente, esclarecido! Uma longa jornada no tempo o levou de encontro ao seu passado ancestral: um índio da Nação Lakota-Sioux, do subgrupo Minneconjou, chamado Si Tanka, ou Alce Malhado, mais conhecido por Big Foot - morto em 29 de dezembro de 1890, no último massacre da história da colonização americana, em Wounded Knee, no Dakota do Sul.

Sua vida transforma-se em um livro - prefaciado por Leonardo Boff e com notas do jornalista André Trigueiro - tricampeão em vendas pelo selo Nova Era, do Grupo Editorial Record, nas bienais do livro de 2011, 2012 e 2013. Nesta obra, que está sendo vertida para o inglês e o francês, Tsiipré consegue reunir todas as lembranças, sentimentos e questionamentos a respeito do seu vínculo com o universo indígena que o acompanham desde a infância, e nos traz a reflexão de que o acaso não existe, e que por trás de todas as coisas estão as influências espirituais que se afinam com os nossos pensamentos e atitudes. O livro, que demorou seis anos para ser concluído, foi escrito totalmente à mão, numa clareira de mata, e sensibiliza o leitor quanto à importância de estarmos atentos para que possamos ouvir, compreender e, então, seguir as nossas intuições - a nossa voz interior!

Tsiipré Figueiredo
www.umajornadanotempo.blogspot.com

Marte Regente de 2015

Marte Regente de 2015

Palavras com Sentimento

Saudações,
Diz-nos o filósofo francês, Jean Jacques Rosseau (1712-1778), em seu "Ensaio sobre a origem das línguas".
"Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhe arrancaram as primeiras vozes... Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas".
Vemos aí a relação das palavras com os sentimentos. Esta relação fica bem marcada quando utilizada com o sentido sagrado. Nas orações, nos rituais, quanto mais apaixonadas são pronunciadas as palavras, mas profundamente promovem o encantamento do mundo, levando a quem as expressa ao encontro com o Divino. As palavras sagradas nos levam a mergulhar na sacralidade, arrastando-nos para seu interior pela força de seu sentido, de sua beleza, de seu apelo afetivo. É uma palavra que encanta a nós e ao mundo que nos cerca, transformando a ambos.
A palavra como instrumento do poder sagrado, pode ser encontrada nas mais diversas religiões. Aqui no ocidente, por exemplo, temos a Bíblia, onde na abertura encontramos a força criadora da palavra na frase: E Deus disse: faça-se!, e assim o mundo foi feito.
Por ele ter dito, foi feito. A palavra aí demonstrada como força divina e criadora.
No nosso dia a dia, podemos perceber que as palavras ditas pelo outro nos atingem seja de forma agradável ou não.
O efeito que ela produzirá em nós, dependerá de nossa capacidade de absorvê-la, compreende-la e manter ou não aquela sintonia.
Um exemplo: o chefe do seu setor reclama com você. As palavras ditas vêm com uma carga de energia muito negativa. Se você responder no mesmo tom, completará este circuito, se sintonizando com esta carga de energia negativa. Mantendo-se em equilíbrio e calado, este circuito não será completado, sendo assim, a carga negativa se manterá em sua origem, produzindo assim posteriormente, uma espécie de curto circuito.
Podemos perceber que sempre quando nos mantemos serenos diante destas situações, a pessoa que disse as palavras ofensivas, se sente mal, geralmente logo após o gesto, pede desculpas ou por conta de motivos dos mais diversos, prefere guardar consigo o mal estar (o curto circuito) que é produzido.
Temos de ter sempre em mente que a palavra tem o poder tanto de construir como de destruir, de revelar e esconder, de expressar o bem e o mal. Todos nós temos a capacidade da fala, utiliza-la da melhor maneira para benefício de si mesmo e do outro, cabe a cada um optar.
Já diziam ter a palavra poder e tem e muito.
Só para registro e reflexão.
Fecha o pano.

E visite quando puder meu site para ver outros textos meus, cadastrar nomes para recebimento gratuito de reiki todas as manhãs, ver e ouvir belos áudios musicais e mais em http://ofernandomartins.com

Paz e Luz

Fernando Martins

ACABANDO COM AS DOENÇAS CARDÍACAS

ACABANDO COM AS DOENÇAS CARDÍACAS

Amigos Leais

A você que faz parte de minha lista de amizades,
 desejo hoje e sempre: "Muita LUZ e PAZ  "
Como diz nosso querido Milton,
"amigo é para ser guardado
do lado esquerdo do peito..."
Lá é que deve ser conservado.
Amigo não deve ser desprezado,
deve ser acarinhado.
É um bem divino... algo que só faz bem.
E que deve ser retribuído também...
Amigo é aquele que nos escuta,
que nos fala, que nos segura
quando estamos caindo...
Amigo é coisa pura.
Amigos de fé... quando os temos,
devemos conservá-los.
Se os perdemos,
temos que chorá-los.
Amigos leais... coisa rara.
Amizade exige... amizade,
Então sejamos,
para nossa felicidade,
amigos de verdade...
 
Marcial Salaverry

12/11/2014

Deus E As Provas



Muita gente se pergunta:
Que mal fiz a Deus para merecer tanto castigo?
Será que terei vindo ao mundo só para sofrer?


Perguntas feitas com a voz do desespero, da depressão, da revolta, deixando clara a ausência da indispensável compreensão do funcionamento das Leis Divinas sobre a Terra.
Criamos um Deus à nossa imagem e semelhança, fazendo-O vingativo, cruel, tirano.
Esquecemos do Deus Pai, carinhoso, atencioso, apresentado por Jesus.
Não nos recordamos do Deus Inteligência Suprema, do Deus soberanamente justo e bom, desvelado pela Doutrina dos Espíritos.
Ninguém sofre na Terra em função de castigo divino.
O que se convencionou chamar de castigo divino é, de fato, a manifestação do amor de Deus para com Seus filhos.
É este amor que lhes concede oportunidades novas para reaprender, para refletir e trabalhar por redimir-se.
Por outro lado, nenhuma alma se acha no planeta à revelia das celestes deliberações.
Então, todos os que na Terra se encontram hoje, estão por motivos ponderáveis, e ainda quando não consigam enxergar tais razões, estas não deixam de existir.
Importante, então, será desenvolver a consciência de que tudo o que sofremos durante a vida corporal tem um grave motivo perante as Leis de nosso Pai.
Cumpre-nos o esforço para o amadurecimento do intelecto e do senso moral, de maneira que passemos a refletir melhor sobre a ação de Deus em nosso campo de provações.
Provações não são manifestações de um Deus cruel, provocativo, conforme o pensamento imaturo pode ainda crer.
Provas são experiências requeridas ou aceitas por nós, que têm por objetivo proporcionar o crescimento espiritual.
E as expiações, nada mais são do que acertos que fazemos com as Leis que infringimos.
Se retiro algo do lugar - gero a consequência de recolocar na sua localidade original.
Se estrago, firo, rompo alguma coisa, gero consequentemente a obrigação, que é apenas minha, de consertar, curar e restaurar.
São mecanismos das Leis Divinas que buscam nos impedir de recair no equívoco, de trilhar caminhos que nos afastam de nossos maiores objetivos.
Nas Leis de Deus vamos encontrar sempre mecanismos de educação, e nunca de ódio, vingança e punição por si só.
Com certeza nos espantaremos, ao descobrir que as alfinetadas da vida, as dores, tragédias e incômodos, em sua grande maioria, são causadas por nós mesmos, aqui nesta encarnação.
Sim, de regra, as aflições com causa atual são em maior vulto.
Isto nos mostra que podemos reduzir grande parte de nosso sofrimento, se tomarmos atitudes enérgicas em relação à nossa postura perante o Mundo.
Deus nos dá os meios de conseguirmos pois, além de não desejar nosso mal, quer nossa felicidade, nossa maturidade espiritual.

* * *
Em O livro dos Espíritos, Allan Kardec classifica as causas de nossas aflições em duas categorias.
Explicam, ele e os Espíritos, que temos vicissitudes com causas atuais, isto é, consequências naturais do caráter e do proceder dos que as suportam.
E também as de causas anteriores, que são as dores que não encontram causa nesta existência.
Elucidam eles que, se as causas não estão na atual encarnação, estão no passado da alma, em outras vidas.

Publicado por Verdade em 12 novembro 2014 às 14:45 em CHAMO-ME AMOR - "EU SOU JESUS"
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Deus e as provas, do livro Em nome de Deus, pelo Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 13.09.2010.
Fonte: http://www.momento.com.br

11/11/2014

O QUE É O EGO?

Dynamite

O ego humano, de acordo com a Kabbalah, é provavelmente o fenômeno menos compreendido e ainda assim é o mais importante. Ao invés de entrar numa longa dissertação sobre a dinâmica do ego, vamos ouvir a voz do ego com a intenção de compreender o jogo que ele faz.

O EGO DIZ:

E não faço nada errado. Eu não consigo fazer nada certo.

Eu não posso perder nunca. Eu nunca consigo ganhar.
Eu sou o melhor de todos. Eu sou o pior de todos.
Todos me amam. Todos me odeiam.

Eu sou a pessoa mais importante do mundo. Eu não sou ninguém, a pessoa menos importante da terra.

O ego humano vive em ambos os lados do espectro.

Dessa forma, como podemos nos elevar acima das influências do nosso ego a fim de atingir a felicidade?

Como podemos identificar e entender as dinâmicas do ego?

O PODER DA RESISTÊNCIA

Já houve certos momentos épicos na história quando a Kabbalah fez uma profunda mudança em termos da compreensão de sua sabedoria. O primeiro foi a revelação do Zohar por Rav Shimon Bar Yochai, a primeira vez que a Kabbalah foi escrita num manuscrito.

O próximo momento de maior transformação veio quando o Kabalista Rav Isaac Luria decifrou e organizou o Zohar 1.500 anos após Rav Shimon. Antes de Rav Isaac Luria existiram algumas escolas que pensaram sobre o significado do Zohar. Graças a Isaac Luria, uma compreensão mais clara da Kabbalah emergiu.

O próximo momento divisor de águas ocorreu no século XX quando o Kabalista Rav Berg revelou o mais notável conceito em toda a Kabbalah, que faz parte do coração da criação do nosso universo e é o próprio significado de nossa existência. O Rav revelou um conceito que é o mais brilhante de toda a história humana.

O conceito é chamado de Resistência ou Restrição.

Ambas a Luz física e a espiritual não podem ser acionadas neste universo sem resistência.

Originalmente, o receptor (nós, as almas da humanidade) resistimos à LUZ do Paraíso que estava fluindo do Criador para nós. Nós rejeitamos a Luz para que nós pudéssemos ter a oportunidade de revelá-la através do nosso próprio esforço. Nós queríamos nos tornar a causa ao invés de sermos apenas o efeito. Quando o receptor rejeitou a Luz, isso trouxe o Big Bang, a causa da criação do espaço, tempo e movimento, um cenário onde nós, as almas da humanidade, poderíamos ser a causa da Luz que recebemos.

Desde aquele momento, a luz solar, a luz das estrelas e a luz espiritual não poderiam ser reveladas a menos que acontecesse resistência.

COMO FUNCIONA

O universo resiste automaticamente. Como explica Rav Berg, resistência é construída no próprio tecido do universo. Por exemplo, quando a luz solar viaja através do vácuo no espaço, o espaço ainda continua extremamente escuro, mesmo sabendo-se que a luz está presente. Por quê? A luz solar brilha somente quando incide sobre um objeto físico e o objeto reflete (resiste) aos raios de luz. No momento da resistência/reflexão, a luz solar brilha.

O espaço é preto porque não existe resistência ocorrendo no espaço onde há o vácuo.

A Terra brilha porque nossa atmosfera e o mundo físico resistem à luz do sol, fazendo com que ela brilhe.

Certifique-se de que você internalizou bem esse conceito.

A mesma regra se aplica à Luz spiritual. Nós temos que resistir à Luz direta que nosso ego busca e ao fazer isso, nós acionamos a Luz espiritual.

Nós temos que resistir às influências do nosso ego e ponto final.

Se nosso ego recebe a Luz diretamente, nossas vidas acabam na escuridão cheias de desespero, da mesma maneira que no vácuo o espaço vazio permanece extremamente escuro quando recebe a luz solar diretamente.

Por quê?

Rav Berg explica que quando nós recebemos a Luz diretamente (conhecida como gratificação do ego) o “big bang” se repete mais uma vez em nossas vidas. Isso acontece automaticamente. Quando recebemos a Luz direta (que significa simplesmente reagir à qualquer coisa), o receptor automaticamente resiste à Luz porque receber a luz diretamente viola a própria razão da nossa existência. A restrição original se repete em algum ponto no futuro e ESSE é o motivo pelo qual uma gratificação instantânea, momentânea e imediata leva a um caos e escuridão no futuro.

A Luz que estávamos recebendo diretamente é jogada para fora no final das contas. Essa é a lei inquebrantável do nosso universo.

O ego, entretanto, nos engana ao nos dar uma sensação temporária de Luz. Esse é o frescor e energia que sentimos quando comemos uma comida que não é saudável, quando explodimos em raiva ou qualquer outra reação humana na qual uma situação externa, seja ela uma pessoa ou um evento, nos incita uma reação dentro de nós.
Dynamite

Mas essa Luz é como uma explosão de dinamite. O brilho de um pavio aceso deslumbra os nossos olhos. Entretanto, essas faíscas tem um limite de tempo — o pavio queimado e o fusível. Uma vez que o pavio se apaga, há uma explosão em nossas vidas, e escuridão e dor são o resultado.

Esse fusível é chamado de tempo.

O tempo atrasa as consequências de nossas ações, da mesma maneira que o fusível demora para explodir. Isso acontece por conta do livre arbítrio.

A força chamada de ego, ou Oponente, nos entrega bombas de dinamite o dia inteiro. Tudo o que precisamos fazer é resistir a recebê-las. Mas, é mais fácil dizer do que fazer.

Para gerar Luz duradoura, nós temos que resistir a Luz direta (gratificação do ego) e então existe uma dor momentânea no ego, mas há uma gratificação a longo prazo, a Luz da felicidade e da boa sorte.

O Rav nos deu esse poder.

Dessa forma, se o ego nos diz que somos um gênio ou um tolo, a ideia é resistir a esses impulsos e pensamentos reativos. Não se deixe cair nas armadilhas imaginando como o ego pode fazer você sentir-se um super-humano ou um super abobalhado. A ideia é focar nas reações.

Lembre-se, o ego dá muita corda na sua autoestima até que ela infla ao ponto de ser arrogante. E também baixa sua autoestima até que atinge o nível da depressão. O único denominador comum é a reação. Em ambos os casos, nós estamos reagindo ao ego.

“A reação é o nosso inimigo”, diz Rav Berg.

Abra mão de toda a baboseira e análise psicológicas quando se trata de comportamento humano. A única coisa que precisamos saber é que devemos parar com as nossas reações.

A TEORIA DA RELATIVIDADE
Reações são relativas a cada pessoa. Por exemplo, a reação de uma pessoa pode ser falar demais e gritar quando é confrontada com uma opinião oposta a sua. A reação de uma outra pessoa pode ser ficar assustada e se manter em silêncio. Restrição para a pessoa faladeira significa simplesmente ficar de boca calada. Restrição para a pessoa que fica amedrontada em falar é falar alto e claramente.

Aqui temos duas maneiras opostas de comportamento e ações proativas, mas ambas são baseadas e fundamentadas na resistência. Percebe?

O mundo externo à nossa volta é meramente um gatilho que nos incita à reações, a fim de termos a oportunidade de resistir e nos transformar.

UMA COMPREENSÃO MAIS PROFUNDA
Num outro nível de compreensão, a razão pela qual estamos separados da Luz é por causa de nossa natureza oposta. Rav Ashlag nos ensina que existe uma lei de repulsão em funcionamento no nosso mundo. Quando duas entidades espirituais são diferentes uma da outra, existe uma força de repulsão que as repele e cria um espaço. Quanto mais divergentes são as duas entidades, maior será a repulsão e o espaço entre elas.

Bem vindos ao planeta terra.

A Luz é a causa.

Nós somos o efeito.

Esse é um estado oposto de mente e consciência e assim nos encontramos em um estado oposto de existência. Ao invés de Luz, há escuridão. Ao invés de existência imortal, existe morte. Ao invés de felicidade existe tristeza. Isso acontece por causa do nosso estado de consciência oposto. Ser um efeito. Reagir.

O caminho de volta para casa é imitar a Luz

.O que a Luz fez, quando você se aproximou da essência da criação?

A Luz criou o receptor, o Desejo de Receber a Luz. Isso de acordo com o Zohar e todos os kabalistas, é única criação que já houve. Tudo já estava contido dentro da Luz. Toda a felicidade, conhecimento, prazer, alegria, etc, já existia, e sempre existirá na dimensão da Luz.

A única coisa que a Luz não possuía era o Desejo de Receber.

Por quê?

Porque a Luz é tudo. A Luz são todas as coisas. A Luz é a totalidade da realidade.

Não existe ninguém de quem a Luz possa receber e não há nada para a Luz receber porque a Luz contém TUDO!

Assim a Luz criou o receptor, o Desejo de Receber, a partir do nada.Esses somos você e Eu.

Essa é a única criação que já aconteceu na história, no mundo e na verdadeira realidade. Tudo o mais é meramente uma reverberação de uma existência que já existe desde sempre.

Quando uma situação causa uma reação dentro de nós, isso significa que agora temos o desejo de receber. Reação e desejo de receber são sinônimos. Por exemplo, alguémnos fere e a nossa reação é raiva ou tristeza. Isso é um desejo de receber .

Quando vemos um Mercedes Benz bem novinho, um par dos maravilhosos sapatos Ferragmo, um irresistível buffet de comida que não é saudável ou uma pessoa super atraente, nosso ego (desejo de receber) é acionado e nós queremos experimentar o prazer. Agora mesmo!

O problema é que isso significa que ainda somos um efeito. O Mercedes Benz, os sapatos ou aquela pessoa maravilhosa foi o que ativou nosso desejo. O carro novo é a causa e nosso desejo por ele é o efeito. A razão real para resistirmos é porque agora NÓS nos tornamos a causa de nosso desejo. Se nós negamos para nós mesmos a gratificação instantânea, nosso desejo pelo objeto se intensifica. Nós nos tornamos responsáveis por criar nosso receptor e desejo, e agora nós somos exatamente como a Luz. Nós criamos o receptor. Dentro de nós.

Como o Kabalista Rav Berg diz, quando vemos uma roupa fashion na loja da Prada, e compramos, essa roupa realmente nos comprou. Pense nisso.

Como o Rav explica, o prazer que esse artigo da moda traz para nós já existia no Mundo Infinito. O que não existia era nossa capacidade de ser a causa do nosso desejo por ele.

A roupa era a causa do nosso desejo. Nosso desejo por ela foi o efeito. Quando resistimos ao desejo de comprar essa roupa imediatamente, temos agora a responsabilidade por criar nosso desejo ao invés da roupa ser a causa dele.

Reflita bem sobre isso, pois essa é a chave para a Kabbalah e para viver uma vida de plenitude e felicidade (se você tem alguma pergunta, por favor encaminhe para que possamos dar maiores esclarecimentos).

Quando resistimos ao desejo imediato pela roupa da moda, à comida ou qualquer outra coisa fora de nós, criamos nosso receptor.

Desse mesmo jeito, a Luz criou o Receptor. É por isso que temos que resistir. Somos agora idênticos à Luz.

RESISTINDO EM DIREÇÃO A REDENÇÃO
Cada um de nós, individual e coletivamente, veio para este mundo para atingir uma certa medida de Resistência no universo, para remover o Pão da Vergonha, que é nosso desejo de nos tornarmos a causa da nossa Luz e felicidade ao invés de recebê-la como uma refeição de graça de uma instituição de caridade.

Quando o Receptor, que originalmente resistiu a Luz no Mundo Infinito, causou o Big Ben, 90% do trabalho foi alcançado.

Os 10% finais de Resistência, a Luz deixou para os 6.000 anos de história da consciência humana.

Uma vez que atingirmos uma massa crítica de resistência contra nosso ego, a Luz chegará com toda a sua força, de forma permanente, para o mundo inteiro.

Se continuarmos a gratificar nosso ego, iremos retardar nossa redenção até o final dos tempos e então seremos forçados a atingi-la pelo sofrimento e dor.

Resistencia / Restrição nos permite alcançar nossa redenção mais rápido de forma proativa e com misericórdia, ao resistirmos às influências do ego.

Dor e sofrimento é a maneira reativa para atingir a redenção.

Nosso livre arbítrio é escolher o caminho da misericórdia ou o caminho do julgamento.

As ferramentas da Kabbalah nos dá o poder, a força e a visão para saber que o significado da vida é resistir ao nosso ego, e praticar isso diariamente.A Kabbalah e a restrição nos dão a habilidade de nos transformarmos: antes éramos pessoas ou seres reativos e agora somos pessoas proativas – de situação em situação.

Para nos transformamos: antes éramos um efeito e agora somos a causa – de pouco a pouco.O ego é a força mais poderosa na terra.

Sem as ferramentas da Kabbalah, não há como vencer esta guerra por meio de um caminho
de misericórdia e amenidade.

Sem a ferramenta da restrição, e sem o Zohar, e sem o caminho para nos dar a força e a coragem para ativar a Resistência, nosso mundo seria forçado a mudar através da dor.

Rav Berg nos deu o maior presente de toda história.

A ferramenta da restrição.

É a única e mais ponderosa tecnologia na face da terra e temos que apreciar a genialidade de Rav Berg que nos deu esse poder.

Nem um dos Kabalistas da história fez com que isso se tornasse tão simples e profundo para as pessoas mudarem suas vidas e compreenderem o significado irrevogável da existência. E o Zohar e o Kabbalah Centre nos deram a força para ativar a resistência.

Afinal de contas, uma coisa é saber que temos que resistir. Outra coisa é ter coragem e força para verdadeiramente resistir ao ego.

IDENTIFICANDO O EGO
Agora vamos voltar ao início desse artigo para tratarmos sobre a dinâmica do ego.

O que é o ego?

Nossas reações reflexivas aos eventos externos e pessoas.

Nós estamos aqui para resistir às nossas reações.

No momento em que resistimos a reação, nós somos proativos.

Exatamente como a Luz

Billy Phillips
Billy Phillips é aluno do Rav e da Karen Berg desde 1989. As opiniões expressadas aqui têm como base seu próprio aprendizado e 22 anos estudando a sabedoria da Kabbalah. Apesar de ser aluno do Kabbalah Centre, as visões e artigos que apresenta aqui se relacionam com sua experiência e refletem sua visão pessoal e não são uma representação oficial do Kabbalah Centre e de seus ensinamentos.