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13/12/2016

2017 -O ANO DA FORTUNA

Imagem:  Bonifacio Bembo, 

Um dos procedimentos de previsão mais comuns associados ao Tarot é a soma dos algarismos de um ano. O número obtido é associado a um Arcano Maior, cujos símbolos e atributos regem acontecimentos e comportamentos durante aquele período específico. Portanto, a carta que rege o ano de 2017 (2+0+1+7=10), é o décima: A Roda da Fortuna.

ARCANO DO ANO

O Tarot é um baralho de 78 cartas divididas em dois grupos distintos: 22 cartas chamadas de Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores (saiba mais sobre os menores clicando aqui). Os Arcanos Maiores, numerados de 0 a 21, nos permitem fazer uso da Numerologia para calcular o Arcano Pessoal de uma pessoa, através da soma de sua data de nascimento, por exemplo. Ou, ainda, extrair o número e a carta que rege uma empresa.


A ENGRENAGEM QUE NÃO DESCANSA

Uma máquina. Uma estrutura circular. Uma roda gigante. A carta do Tarot que rege 2017 deve ser vista como um movimento incessante. Essa engrenagem da deusa Fortuna merece ser compreendida além do bem ou do mal, já que ilustra o ciclo natural das situações e das pessoas: nascimento, vida e morte. Ou, ainda, ideia, execução e finalização.

Tudo o que for colocado em prática a partir de janeiro poderá se desenvolver e chegar ao fim natural, como se fossem cumpridas as etapas de um processo. Isso porque a simbologia deste arcano preserva a ideia de movimento, de ritmo e de constância: a engrenagem da máquina do mundo, que não para de funcionar. Eis uma clássica metáfora para o fluxo dos planetas, das estações e dos elementos. Tudo em constante atividade.

DEPOIS DE UM ANO MAÇANTE, UM PERÍODO MARCADO PELA AGILIDADE

ENTENDENDO O CONCEITO DE FORTUNA

A Roda da Fortuna, tal qual se vê nos baralhos de Tarot, é baseada num conceito mitológico bastante difundido na Idade Média: Fortuna, a deusa romana da sorte, gira a manivela de um maquinário - uma roda em que se situam os homens, os seres e os ciclos de tudo o que existe.

Sendo senhora absoluta do acaso, Fortuna movimenta essa estrutura concedendo as benesses e as agruras a tudo e a todos. Durante o período medieval, a ideia se popularizou devido às diversas representações e iluminuras associadas ao poder monárquico: um rei coroado no topo da roda; um em declínio, perdendo suas nobres vestimentas; outro embaixo, sem reino e sem posses; e um último subindo, quase alcançando o topo.

Nada passa incólume à Fortuna, que rege o acaso e o tempo de cada um. Hoje o conceito se mantém, sobretudo nas cartas, ainda que o termo "roda da fortuna" seja popular para caracterizar jogos de azar ou programas de TV que se baseiam em sorteios, passando a restringir a palavra "fortuna" a dinheiro ou riqueza. Mas ao longo de 2017 ficará mais claro que a boa ou a má sorte depende de como enfrentamos as situações que se apresentam. Cada pessoa tem a sua própria fortuna, termo que também se associa ao conceito de destino ou fado. Vejamos, a seguir, o que os símbolos do décimo Arcano Maior proporcionam durante o seu período de regência.

Devido à natureza dinâmica conferida à Roda da Fortuna, o ano de 2017, regido por este arcano do Tarot, passa a ser marcado pela rapidez, pela agilidade e pela agitação. Depois de um 2016 ano regido pelo arcano "O Eremita" (veja aqui as tendências que a carta sugeriu), em que as coisas custaram a acontecer devido à lentidão e aos equívocos de toda ordem, os projetos agora podem desemperrar. Será possível, ao longo de 2017, reanimar ideias, planos e atitudes que tendem a surtir efeitos em curto ou médio prazo.

Mas, mesmo a mobilidade e a agitação projetam sombras. Uma associação direta à rapidez do tempo marcada pela carta traz como consequência a correria, a impaciência e também a superficialidade com que as coisas podem ser iniciadas, executadas ou finalizadas. É como se o improviso ou o acaso fizessem mais do que o planejamento sensato ou a dedicação frequente, culminando em situações marcadas pela falta de capricho, pobreza de detalhes e ausência de profundidade.

Há de se ter cuidado, em 2017, em querer correr contra o tempo e acabar perdendo a chance de fazer algo bem feito. Deixar a desejar pode ser uma constante neste ano de atribulações e compromissos firmados na pressa.

A ROLETA RUSSA DO AMOR

É assim que podemos nos sentir em 2017 no âmbito afetivo ou mesmo sexual: num parque de diversões repleto de possibilidades. Mas nem sempre o que está disponível vale a pena! Uma dica para quem procura uma paixão neste ano é testar a profundidade e a consistência do envolvimento. Relações passageiras ou mesmo platônicas podem marcar os meses, mas apenas as mais significativas é que podem prometer algum desenvolvimento ou uma importância aos dias futuros.

Para quem já tem um compromisso amoroso, a orientação da carta do ano é avaliar a própria rotina. O que há de mais sólido entre as pessoas que se amam tende a sustentar qualquer empecilho, porque só os relacionamentos fortes é que resistem à oxigenação trazida pela Roda da Fortuna: salvos pelo gongo. Nem sempre é fácil, já que podem haver desentendimentos com alguma frequência, mas a primeira ordem é não deixar que as atribulações causem um gradativo distanciamento emocional: desculpas, pendências, cansaço e procrastinação podem desestruturar a paz do bom convívio.

AS VOLTAS QUE O BOLSO DÁ
No que diz respeito ao setor profissional e financeiro, o arcano de 2017 aponta para oscilações cada vez mais corriqueiras: nem sempre o emprego ou o salário dos sonhos será mantido por muito tempo."nem sempre o emprego ou o salário dos sonhos será mantido por muito tempo."

Cabe, ao longo destes meses, agir de maneira moderada em relação às próprias economias, já que é forte a tendência a gastos exagerados e muitas vezes desnecessários. O desperdício e o descontrole em relação ao dinheiro pressupõem uma postura cada vez mais assertiva e, sobretudo, realista: não é momento para esbanjar e nem para ceder aos caprichos de cada dia.

O trabalho, por mais estressante ou incômodo que esteja, deve ser revisto com absoluta cautela. Mudar sua própria maneira de lidar com as dificuldades é que denota o quanto você se prepara para o que pode haver de melhor neste período. Acredite: ele é repleto de possibilidades. Não perca a paciência e nem falte com educação diante de qualquer adversidade. Quanto mais você permanece fiel ao seu próprio eixo - mantendo a calma, a gentileza e a autoconfiança - mais perto está das soluções.

O ÊXITO PODERÁ VIR DO ACASO

Ainda assim, o ano preserva oportunidades únicas de criar vínculos significativos. Os golpes do acaso se definem, em 2017, pelos encontros inusitados que acabam sendo determinantes para o êxito em alguma área ou situação específica: promoções, sorteios, premiações, propostas e possibilidades, esperadas ou repentinas, estão na pauta.

A RODA GIGANTE E TODOS OS SEUS ALTOS E BAIXOS



Talvez a imagem mais acessível que temos da Roda da Fortuna no nosso imaginário seja a roda gigante. Os famosos altos e baixos que associamos ao humor ou às emoções são perfeitamente cabíveis nesta carta do Tarot, que em 2017 tanto nos influencia: a rotina pode não ser tão repetitiva quanto parecia no ano passado, em que nada saía do lugar E nem se resolvia por completo. Agora, porém, oscilam as impressões de estabilidade e instabilidade, porque ninguém fica no mesmo lugar para sempre.

Em 2017 está a chance de aprender, definitivamente, que a felicidade ou a infelicidade não são permanentes."Em 2017 está a chance de aprender, definitivamente, que a felicidade ou a infelicidade não são permanentes."

Tudo está em constante movimento: um dia de choro, outro de gargalhadas; um momento de vitória, outro de decepção. Por isso, uma das grandes metas que este arcano pressupõe que alcancemos é a atenção plena ao que fazemos da nossa vida e como agimos diante do que nos acontece. Em vez de ceder aos rompantes da má sorte ou achar que a boa sorte veio para ficar, vale apostar numa postura neutra: aprendendo com as dificuldades e celebrando as alegrias, mas não dependendo e nem se apegando demais a nenhuma delas.

Quando estamos embaixo, é crucial se questionar sobre o motivo de estar sofrendo. Quando estamos subindo, devemos medir nossas expectativas de modo sensato para saber aonde (e como) queremos chegar. Quando estivermos no topo, é importante ver toda a vida por um panorama de sucessivas experiências: gente nascendo e gente morrendo, gente reclamando ou desperdiçando tempo e gente aproveitando o que há de melhor. E quando estivermos em declínio - devido a alguma frustração, substituição, demissão ou mesmo abandono - é crucial perceber que é um momento difícil, sim, mas não o fim derradeiro. Não é a primeira e nem a última queda, mas é a dádiva de aprender com as situações e se tornar mais forte diante de qualquer dificuldade que se apresente. Porque dias melhores já vieram e sempre virão.

A GENTE SAI DO LUGAR, NÃO ESTAMOS EM UMA ESTEIRA

RODA DA FORTUNA: MUDANÇAS INESPERADAS DA VIDA
Arcano ensina a lidar com início e fim de ciclos

É importante frisar o quanto 2017 pode parecer, em algum raro momento, um fluxo ininterrupto de situações parecidas ou iguais. Uma reação em cadeia, como se a rotina estivesse se repetindo desde o começo dos tempos. Mas não é bem assim que as coisas acontecem. Com este arcano nós não só saímos do lugar, como também abrimos o leque de possibilidades de mudança: de casa, de trabalho, de amor, de crença, de rotina e de atitude.

Não estamos numa esteira, mas sim numa escada rolante: subindo e descendo. Neste ano tudo se move, de uma forma ou de outra. Meses de circulação em que podemos perceber várias mudanças na maneira de lidar com as pessoas e com os nossos próprios interesses. A Roda da Fortuna não tira nem concede poderes, ela testa o que somos e como lidamos com o que e quem acontece ao nosso redor. É a grande chance de renovar e desenvolver, dia a dia, uma postura cada vez mais maleável, atenta e inteligente diante da vida. Encontros inusitados, surpresas boas ou desfavoráveis, chances únicas e imperdíveis de colocar o próprio mundo nos eixos.

EIS UM ANO AFORTUNADO

VOCÊ EM 2017

Veja aqui mais previsões da Astrologia, Numerologia e Runas para seu ano

Como você vê, são várias diretrizes a serem seguidas em 2017. Não se esqueça que Fortuna é a deusa regente do Tarot, ainda que não apareça representada em quase nenhum baralho disponível no mercado. Mesmo que o foco seja a Roda, a divindade é quem a mantém em movimento. Isso significa que um ano regido por ela é um ano de sorte - tanto aquela que comumente chamados de boa sorte quanto a má sorte, pejorativamente chamada de azar. É de nossa responsabilidade enxergá-la como positiva ou negativa.

Mas o que importa mesmo é constatar o quanto somos afortunados em 2017. De experiências, de possibilidades. Entender o mecanismo deste arcano ao longo do ano pode ser difícil, já que exige aceitar a duração das coisas e até das pessoas - os prazos de validade, a convalescência, os fins. Mas esse mecanismo também passa por momentos de alegria que surgem sem avisar e até mesmo por escolhas feitas de última hora, aquelas que nos levam a experiências realmente significativas.

Por isso, em vez de reclamar do que não agrada, fique de olho no tempo que corre. Ele não volta. Porque, em 2017, o que vale mesmo é constatar que, apesar de tudo, ainda temos sorte. Toda a sorte.

SOBRE O AUTOR
É escritor e tarólogo. Dedica-se a palestras sobre Tarot, pesquisas históricas e prática da leitura das cartas. É também autor da análise de Tarot Mensal do Personare. Saiba mais »
contato: chiodatarot@gmail.com

REVISTA PERSONARE

17/02/2016

6 MITOS SOBRE O TAROT

(imagem google)

Descubra a erdade sobre os principais equívocos a respeito das cartas


Você já deixou de fazer uma leitura de Tarot com medo do que as cartas poderiam mostrar? Ou teve arrepios só de pensar em tirar algum arcano que considera negativo demais? Também pode ter tido vontade de consultar novamente depois de ler o resultado e achar que as cartas não responderam sua questão ou que foram muito desafiadoras. Estes são alguns mitos e equívocos que rondam o Tarot e podem prejudicar seu entendimento sobre o estudo e a performance oracular.

Confira abaixo as 6 principais equívocos recorrentes em relação ao oráculo e descubra como tirar maior proveito dos arcanos e, principalmente, dos seus próximos jogos.

MITO 1 - EXISTEM CARTAS MUITO NEGATIVAS, COMO "A MORTE", "A TORRE", "O DIABO" E "O PENDURADO"

A carta por si própria tem um significado, mas em uma leitura sempre terá interpretações diversas. É necessário sempre analisar a pergunta e o contexto no qual ela aparece. Os arcanos podem, sim, significar tensão ou desafio em determinados momentos, mas não sempre, como se a combinação das cartas fosse oferecesse o mesmo resultado todas as vezes. Ainda vale lembrar que como são arcanos maiores, sua interpretação é muito vasta e ampla. Por exemplo, se a pessoa vive um relacionamento desgastado e sai "O Pendurado" no jogo, isso sinaliza que a relação vai continuar insatisfatória. Mas, se neste mesmo jogo ela sorteia "A Torre", é bem possível que este relacionamento acabe - o que neste caso talvez seria satisfatório, já que o casal está extremamente insatisfeito e o vínculo tende a se dissolver. Já "O Diabo", um dos arcanos mais temidos, pode sinalizar abertura financeira e bom desempenho sexual, por exemplo. Por outro lado, tende a ser desafiador do ponto de vista emocional, já que tem a ver com excessos e dependências. Tudo depende do que a pessoa deseja saber através do Tarot, da posição em que as cartas caem no jogo e do contexto de vida da pessoa naquele momento.


MITO 2 - EXISTEM NAIPES BONS E NAIPES RUINS

Os naipes, que compõem os Arcanos Menores - Paus, Copas, Espadas e Ouros - possuem interpretações mais simples que os Arcanos Maiores. E eles estão intrinsecamente associados aos quatro elementos do esoterismo ocidental:

Naipe de Paus (simbolizado pelo Elemento Fogo, tem a ver com espiritualidade, motivação pessoal, força, calor humano, harmonia).
Naipe de Copas (simbolizado pelo Elemento Água, tem a ver com emocional, expectativas, ansiedade, amor ou ódio, sentimentos). Saiba mais sobre ele aqui.
Naipe de Espadas (simbolizado pelo Elemento Ar, é o naipe das intenções. Como a pessoa fala, argumenta, arquiteta e se posiciona mentalmente; é o âmbito do intelecto).
Naipe de Ouros (simbolizado pelo Elemento Terra, aquilo que temos em mãos, desde posses à vida familiar, social e profissional. Os quereres, as sensações). Saiba mais sobre ele aqui.

Existem naipes que aceleram ou retardam o desfecho de uma situação ou o resultado almejado. Espadas e Paus, por exemplo, são mais rápidos que os outros, pois Fogo e Ar são Elementos mais ágeis. De acordo com o significado de cada um, as pessoas sempre acabam associando o naipe de Copas a algo positivo ou maravilhoso, mas na verdade ele sugere expectativas exageradas, tendência maior à ilusão e sentimentos demostrados, mas não necessariamente reconhecidos. Já Espadas significa que tudo dependerá da boa reflexão das coisas e das intenções, que devem ser claras o suficiente. É um naipe que reforça a necessidade de ser o mais objetivo possível, tentando não deixar o emocional de lado. Ouros aponta os recursos e o empenho para atingir um objetivo. É o um naipe que em determinados contextos acaba demandando mais tempo para surtir sucesso. Mas também pode sinalizar que aquilo que a pessoa deseja tem mais chances de acontecer ou de se alcançar. Por último, o naipe de Paus chama atenção para o excesso de energia em relação à determinada questão, que pode acabar sendo exagerada, então é preciso saber dosar. Ele traz a necessidade de calmaria e pé no chão.

MITO 3 - JOGAR TAROT PELA INTERNET NÃO É A MESMA COISA QUE UMA CONSULTA PRESENCIAL

Tanto em uma consulta presencial (em consultório, com cartas de papel sobre a mesa) quando uma leitura online (por meio de chat, webcam e videoconferência), as cartas funcionam do mesmo jeito. Algumas pessoas acreditam que pela internet a "energia" não é a mesma, já que não se toca nas cartas. Mas a verdade é que ninguém deveria se prender a essa crença que tantas vezes se mostra infundada. Vale dizer de modo enfático: a energia está em todo lugar. Muitas pessoas ainda alimentam o medo de confiar em algo que não seja o papel. Ainda hoje existem cartomantes que frisam a importância de diversos procedimentos ritualísticos para haver uma consulta eficaz, como o ato de ?cortar? o baralho depois de embaralhar as cartas. Este tipo de superstição mostra o quanto ainda se duvida da eficácia não só do universo virtual quanto do próprio desempenho diante do oráculo. Quando se lê o Tarot, a prioridade deve ser a informação que ele traz; não o formato em que ela chega até o consulente." Quando se lê o Tarot, a prioridade deve ser a informação que ele traz; não o formato em que ela chega até o consulente."

Particularmente, tenho priorizado minha agenda de leituras virtuais e percebo que o jogo flui tão bem quanto em consultório. Há o comodismo de não precisar se deslocar até o profissional, por exemplo. Muitas pessoas alimentam o medo de confiar em algo que não seja o papel. O Tarot faz do acaso, o centro - é ele que determina a escolha das cartas, assim como o inconsciente que não podemos acessar sem um guia como os símbolos, por exemplo. Assim, deixo claro que não precisa haver nenhum ritual específico para consultar as cartas. Todo e qualquer sistema de crenças fica a cargo do profissional ou da pessoa que está aprendendo a simbologia e a aplicação das cartas. A única ressalva, tanto para um atendimento presencial quanto virtual, é a concentração.

MITO 4 - ACHO QUE NÃO ME CONCENTREI DIREITO OU NÃO GOSTEI DO JOGO, POR ISSO QUERO TIRAR AS CARTAS NOVAMENTE

O Tarot analisa a sua vida real, não a que você deseja. O fato de não ter gostado do resultado ou de ter considerado as cartas com significados duros ou muito difíceis, não significa que outro sorteio pode ou deve ser feito. Mesmo não havendo a devida concentração, você obteve uma resposta. É preciso lidar com os arcanos que saíram, refletir sobre a natureza da mensagem, anotar as cartas e reler diversas vezes. E faço uma ressalva quanto a resultados não tão satisfatórios: eles podem acabar salvando você de circunstâncias negativas desencadeadas por expectativas equivocadas, por exemplo. Assim, em vez de rejeitar um jogo incompreensível num primeiro momento, pesquise as cartas e releia sempre, com absoluta atenção, o que lhe desagradou ou assustou.


MITO 5 - POSSO JOGAR NO LUGAR DE UMA PESSOA QUE TEM MEDO "DESSAS COISAS"

Jogar com o intuito de saber previsões para uma pessoa conhecida não é aconselhável. É importante deixar claro que o oráculo oferece informações pessoais de quem o consulta. Sempre enfatizo que quando alguém tem medo das cartas e pede que outra pessoa faça a leitura, o Tarot não deve ser aberto. Quem se exime de uma leitura pedindo que outra pessoa a faça deve rever seus próprios conceitos a respeito do Tarot - inevitavelmente rasos ou equivocados. O oráculo serve a quem está pronto para ele.


MITO 6 - DEVO MANTER UM CUIDADO EXTREMO AO CONSULTAR AS CARTAS

É normal o nervosismo antes, durante e até depois de uma leitura de Tarot. Mas é imprescindível saber que as cartas não estabelecem tendências imutáveis, como se fosse uma verdade absoluta - como a crença de que "catástrofe anunciada é catástrofe ocorrida" ou algo assim. O Tarot oferece prognósticos e aconselhamentos a respeito de uma determinada questão. Ele pode e deve, na verdade, ser encarado como uma estratégia para reconhecer nossos erros, enaltecer as oportunidades que se apresentam e vislumbrar o melhor caminho a ser adotado em um momento específico. As cartas vão ajudar você a fazer as melhores escolhas para sua vida. Por esse motivo, é importante evitar fazer perguntas ambíguas, imprecisas ou subjetivas, como: "serei feliz na velhice?", "vou ser rica?", "onde está minha alma gêmea?". Mesmo que o medo seja natural diante de algo que não se conhece muito bem, no caso do Tarot há informação suficiente para saber que ele não é uma ameaça e nem um perigo ligado a qualquer religião ou corrente esotérica específica. É um instrumento de avaliação de tendências e de orientação diante dos impasses da vida. Daí a objetividade e a coerência na hora de formular as questões.

EVENTO DO AUTORQuer saber mais sobre Tarot? Leo Chioda, tarólogo e autor do artigo, realizará uma palestra gratuita sobre "Previsões do Tarot para 2016", no dia 17/02, às 20h. Inscreva-se aqui, é de graça!

SOBRE O AUTOR:LEO CHIODA
É escritor e tarólogo. Dedica-se a palestras sobre Tarot, pesquisas históricas e prática da leitura das cartas. É também autor da análise de Tarot Mensal do Personare. Saiba mais »contato: chiodatarot@gmail.com
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