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10/05/2016

Solidão – Saiba as diferenças entre viver sozinho e sentir-se sozinho


A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. No vocabulário da língua portuguesa, a palavra “solidão” significa: estado de quem se sente ou está só. Segundo a psicologia, solidão é uma “doença traiçoeira” que nenhum aparelho da medicina consegue detectar e que provoca na maioria das vezes, reflexos na postura humana como:

– Isolamento
– Constante desânimo e indisposição
– Sentimentos de tristeza sem razão aparente
– Baixa auto estima

Atualmente muitas pessoas moram sozinhas e levam uma vida bastante independente. De acordo com a terapeuta e educadora psico-corporal pela Dinâmica Energética do Psiquismo (DEP) Elaine Lilli Fong, não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz com essa situação. Entretanto, o que mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação, como por exemplo, durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família. Elaine relembra que cada ser humano vem sozinho ao mundo, passa pela vida como uma pessoa separada e morre sozinho. Que as fases da passagem pela vida física permitem muitas experiências, porém tudo é passageiro.

A terapeuta defende a ideia de que a separação, o estar só são apenas ilusões, pois nada se vai totalmente e nada está separado. Ficará sempre a lembrança no qual contém toda a experiência e vivência ocorrida, o que é muito rico.

Joanna de Ângelis, autora espiritual do livro “O Homem Integral”, psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco, afirma “[…] Solidão é espectro cruel que se origina nas paisagens do medo e que na atualidade, é um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e a humanidade. O homem solitário é todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.” (FRANCO, Divaldo Pereira, O Homem Integral, Ed.LEAL, 2006, São Paulo)

Para o espírito Hammed, no livro “As Dores da Alma”, psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto, “[…] Sofremos de solidão toda vez que desprezamos as inerentes vocações e naturais tendências da alma […] nos distanciamos do que realmente somos, criamos um autodesprezo, passando, a partir daí, a desenvolver um sentimento de solidão, mesmo rodeados das pessoas mais importantes e queridas de nossa vida.” (NETO, Francisco do Espírito Santo, As Dores da Alma, Ed. Boa Nova, 2000, São Paulo)

Os perigos da solidão

A psicóloga e especialista em psicossomática Rosemeire Zago, alerta sobre os perigos da solidão e afirma que quando as pessoas se sentem neste estado, estão mais propensas a recorrer ao uso de álcool, drogas ou comida em excesso em busca de uma fuga. Roseimeire alerta para o fato de que não é negando, nem fugindo do que se sente, o melhor caminho para se livrar de toda a dor. Segundo a psicóloga, o sentimento de solidão, na maioria das vezes, provoca muita angústia e traz um forte sentimento de autodepreciação e insegurança, com pensamentos negativos frequentes. Desta forma, ao invés de eliminar ou aliviar a angústia, permite que a mesma aumente ainda mais.

Rosemeire ainda esclarece que é preciso ter consciência de que não adianta manter esses pensamentos sobre si mesmo, que com certeza eles não refletem a realidade. Se trancar em casa e se isolar, deixando que o desespero e as lágrimas dominem a vida, não trará melhoras, ao contrário, só agrava esse momento tão delicado.

Ainda no livro “As Dores da Alma”, o espírito Hammed revela “[…] é preciso abandonarmos nossa compulsão de fazer-nos seres idealizados, nossa expectativa fantasiosa de perfeição e nosso modelo social de felicidade […] Exterminamos o clima de pressão, de abandono, de tensão e de solidão que sentimos interiormente, para transportamo-nos para uma existência de satisfação íntima e para uma indescritível sensação de vitalidade.”

Especialistas alertam para a importância da observação dos sentimentos de solidão, independente de estar ou não sozinho (a) e, havendo atitudes de constante isolamento, é necessário buscar auxílio de um profissional da saúde, além de atividades que estimulem o bem estar e elevam a auto estima.

Fonte: http://visaoespiritabr.com.br/moral-crista/solidao-saiba-as-diferencas
Centenas de textos Espíritas para estudo e reflexão:





26/11/2015

Ectoplasma - Rompendo a Fronteira Física


No mundo das manifestações espirituais, vários fatos e fenômenos compõem um vasto conjunto de provas da existência de uma realidade espiritual e de como essas energias conscientes entram em contato com o mundo físico. Uma das mais impressionantes manifestações é a formação do ectoplasma, um fenômeno que ainda aguarda uma investigação mais efetiva.

No fim do século 19 e início do século 20, houve uma intensa busca para se compreender os fenômenos espirituais que tomavam conta dos salões onde ocorriam os chamados fenômenos espirituais. Evidentemente, a base desses encontros eram os contatos com entidades espirituais, mas também significavam divertimento – algo de novo sendo introduzido numa sociedade que começava a se preparar para encarar essa nova realidade. A intensa utilização de médiuns e os fenômenos que eles apresentavam, também levaram a uma vulgarização dos acontecimentos do "mundo do além", especialmente devido à grande quantidade de fraudes, muitas delas desmascaradas pelos cientistas que pesquisavam o assunto.

A intensidade dos fenômenos e a profusão dos “poderes” dos médiuns – que passaram a surgir em cada esquina – originaram uma grande quantidade de estudos sobre tais fenômenos, desenvolvidos por cientistas credenciados. O resultado foi a elaboração de vários trabalhos e documentos que atestavam a existência de eventos parapsicológicos legítimos, como a clarividência, a materialização, a comunicação com os mortos, etc.
De todos os fenômenos estudados, um dos mais impressionantes, atraindo inúmeras pessoas e os jornais sensacionalistas, foi a ectoplasmia ou materialização. Centenas de casos, devidamente comprovados, foram fotografados e medidos por diversos pesquisadores que relataram detalhadamente as manifestações e produziram uma base científico-espiritualista para compreender a produção nos mais diversos ambientes e condições da “matéria espiritual”.

Como sempre ocorre com os fenômenos espirituais, os enganadores tentaram se aproveitar da credulidade e da fé das pessoas, muitos deles sendo desmascarados como fraudes. Alguns faziam uso de luvas, vapores e de ilusionismo para enganar a platéia que ia ver os “espíritos”. Essa situação acabou por gerar uma grande dose de desconfiança e a perda de prestígio dos fenômenos parapsicológicos na comunidade científica de forma geral (que, em grande parte, se mantém cética até os dias atuais, apesar das evidências reunidas).
Contudo, existiam médiuns que produziam eventos legítimos de materialização que podiam ser devidamente comprovados como reais e incontestáveis. Muitos pesquisadores, mesmo contra as opiniões contrárias, continuaram pesquisando e descobrindo as peças que formavam o quebra-cabeça das materializações.

As idéias apresentadas nos trabalhos de diversos estudiosos, levaram à aceitação de que o ectoplasma é gerado mediante uma notável interação entre diversos planos físicos e espirituais, durante a qual as vibrações etéricas acumulariam matéria das pessoas envolvidas nas manifestações e reproduziriam as intenções do espírito manifestado de uma forma consistente e material.

Os estudiosos concluíram que, na verdade, existe um número reduzido de pessoas capazes de produzir casos autênticos de ectoplasmia, mesmo sem ter de recorrer a ritos específicos ou realizar as chamadas "sessões". Acredita-se que os médiuns aproveitam as energias etéricas, magnéticas e do seu envolvimento com o mundo espiritual, somadas às vibrações emanadas das pessoas presentes ao experimento, e assim produzem as energias e condições necessárias para a manifestação.
No Oriente, essa idéia já foi muito discutida e difundida, além de experimentada, ao longo de milhares de anos. Aqueles que possuem tais poderes (siddhas) não são necessariamente sábios (rishis, pessoas de conduta irrepreensível e de profundo saber espiritual); na verdade, muitos deles fazem uso de suas capacidades para ganhar a vida, como se fossem pianistas, desenhistas ou qualquer profissão que exigisse algum dom especial.

O Médium
A manifestação de ectoplasma causa esgotamento físico nos médiuns, pois eles cedem parte de sua “energia vital” para produzir e enriquecer a materialização periespiritual. Isso foi devidamente comprovado por uma série de investigações realizadas por W. J. Crawford, professor de Engenharia Mecânica da Queens University, de Belfast. Ele se dedicou a estudar uma médium famosa na Irlanda, conhecida como Goligher, e descobriu que, durante as sessões (quando surgia o ectoplasma), tanto a médium quanto seus assistentes perdiam peso. Com um conjunto complexo de medidas, ele determinou que, nas manifestações de ectoplasma (quando ele saía pela boca da médium), ela perdia cerca de vinte e seis quilos (algo considerável para qualquer ser humano), e ainda anotou em seus estudos que a perda de peso de massa era evidente no corpo da médium, pois ela definhava a olhos vistos.

O professor Crawford, segundo foi relatado por várias pessoas próximas, estabeleceu uma teoria coerente para explicar o surgimento e a materialização do ectoplasma, plausível tanto para os cientistas quanto para os espíritas; só que essa teoria nunca chegou ao conhecimento do público, pois ele nunca a revelou a quem quer que fosse. Desde então, surgiram vários boatos, mas nada foi revelado, nem mesmo após a sua morte.
Um trabalho notável no que diz respeito à comprovação científica da ectoplasmia foi desenvolvido pelo barão von Schrenk-Notzing. Ele conseguiu obter um pedaço de ectoplasma e realizou mais de uma centena de exames laboratoriais. Descobriu-se a presença de leucócitos (células do sistema imunológico humano) e células epiteliais (pele, a primeira camada celular), colocando em cena os possíveis mecanismos psicofísicos da ectoplasmia.

Essa análise corroborava a idéia de que os médiuns contribuem ativamente com a sua própria “matéria” para a formação das materializações. O barão von Schrenk-Notzing ampliou as definições existentes sobre o ectoplasma, afirmando: “É uma matéria inicialmente semifluida, que possui determinadas propriedades da matéria viva, especialmente a capacidade de mutação de movimentos e de tomar diversas formas”. Como podemos perceber, o barão tinha a idéia de que o ectoplasma era algum tipo de interação orgânica entre o médium e as forças espirituais.

Os cientistas e outros pesquisadores também coletaram centenas de fotografias das sessões de materialização; elas mostram imagens com formas e estruturas variadas. Geralmente, surgem em torno do médium das mais diversas maneiras: às vezes, de forma difusa, outras, de maneira bastante nítida. Formam rostos, fios translúcidos, pedaços de corpos, mãos e outras estruturas não-identificáveis.

Algumas das materalizações mais surpreendentes da época foram produzidas pelas médiuns Eva Carrière e Eusapia Palladino. Mesmo com um histórico polêmico quanto à autenticidade de suas manifestações, a produção de ectoplasmia das médiuns foi fotografada e analisada.

Um evento notável em sua extensão e nas conseqüências científico-espirituais, foi o ocorrido em 1913, durante uma convenção espírita em Moscou. Nela, um grupo de investigadores perguntou a um espírito materializado se havia algum problema em se realizar uma intervenção cirúrgica em seus antebraços ectoplasmáticos, para que pudessem ver a substância da qual eram compostos. Ele aceitou, impondo como condição que ele iria se preparar para que o médium nada sofresse no processo. Após cinco meses, os investigadores e o médium voltaram a se reunir, e a operação foi realizada. Em um dos antebraços os pesquisadores encontraram uma constituição perfeitamente humana (ossos, nervos, sangue, etc,), enquanto o outro era formado por uma substância gelatinosa, clássica nos casos de ectoplasmia, e sem definição de partes constituintes.


Esse fato contribuiu para colocar a materialização ectoplasmática novamente sob um prisma científico. Alguns experimentos chegaram a extremos, como no caso de médiuns colocados em cadeiras e equipamentos especialmente projetados para evitar fraudes e, ainda assim, os eventos ocorreram e foram detectados por aparelhos sensíveis , deixando de lado qualquer dúvida sobre a autenticidade do fenômeno.
FONTE: VIDAS PASSADAS

03/10/2015

Praticar a caridade é uma ótima forma de aumentar a própria qualidade de vida

Com o que você ocupa sua mente?
É natural que a maior parte do tempo você ocupe sua mente com assuntos pessoais: trabalho, família, necessidades da casa, etc.
Sobra pouco tempo.
Mas, é neste pouco tempo que muitos usam para cultivar vícios, maldades, maledicências, futilidades, etc.
A pessoa que quer evoluir deve ter neste tempo "livre" o espaço para viver os aspectos mais nobres da vida.
Ajudar, servir, auxiliar, estudar, gerar o bem e disseminar a bondade.
Este é o espaço que deve ser usado para a caridade, companheirismo, mentalizações e vibrações positivas, conquistas de objetivos nobres, entre outros.
Uma verdade você jamais pode esquecer: se você ocupar sua mente com o que não é nobre, jamais conseguirá chegar a um objetivo nobre.
Você se tornará mais completo e forte quando associar às suas rotinas diárias a capacidade de viver e usar seu tempo para gerar o bem e a justiça.
Regis Mesquita

12/02/2015

O Perdão Como Um Ato De Dignificação


“Não posso fazer nada contra quem me feriu achando que o seu sofrimento trará satisfação e corrigirá o erro. A vingança nunca é um caminho. Justamente o perdão supõe a não vingança”, defende Julio Lancellotti

O que é preciso para que o perdão seja visto como a possibilidade de um novo recomeço, de um novo caminho a ser traçado para além do erro/falha cometido?

A resposta a essa pergunta é dada, nesta entrevista, pelo padre Julio Lancellotti, que afirma: “que nunca o perdão seja humilhação, mas que seja dignificação. Que a pessoa se sinta tão digna diante de Deus, pois o amor de Deus é maior do que seu erro. Por pior que eu tenha feito, Deus ainda me ama, porque eu sou filho Dele. E isso não se destrói. Então, é preciso acolher com toda a bondade, delicadeza, mas com firmeza. A bondade não significa nunca frouxidão, mas a firmeza da dignidade humana. Ninguém perde a dignidade por um erro que cometeu. A pessoa deve continuar a ser tratada com dignidade. Muitas vezes na nossa sociedade os que erram, ou os que são considerados bodes expiatórios, os ‘errados’ no convívio social, são tratados com toda a crueldade, justificando a tortura, a ‘justiça com as próprias mãos’, a pena de morte. Nós vivemos em uma sociedade tão desigual que um senador que comete algum crime tem foro privilegiado. E um morador de rua que quebrar, danificar, ou roubar alguma coisa para comer é considerado um criminoso e todos acham que podem queimá-lo, matá-lo, destrui-lo. É preciso manter a dignidade humana, pois a pessoa precisa acreditar que é capaz de superar o erro, porque Deus nos ama. Seu amor sempre é maior”.

Na conversa por telefone à IHU On-Line, Pe. Julio ainda reiterou que “a memória do pecado e do erro não é uma memória da culpa, mas a memória da graça, que liberta. O importante é não lembrar de maneira mórbida, mas de uma maneira que construa uma forma nova de viver que não repita o que foi feito”.


Entrevista concedida a Graziela Wolfart
Revista do Instituto Humanitas Unisinos

01/02/2015

Conversando Sobre Vidas Passadas


Para podermos falar em vidas passadas, devemos encarar com seriedade a teoria espírita que fala sobre “Reencarnação”. 
Sempre que formos abordar temas sobre coisas espirituais, devemos despir-nos de quaisquer eventuais preconceitos sobre questões religiosas, apenas procurando analisar o texto em si, lendo-o e meditando sobre o assunto.
Algo que pode confirmar a teoria da reencarnação são as chamadas “crianças-prodígio”, ou seja, crianças que apesar da tenra idade exibem talentos bem acima do normal, mas quando se tornam adultos, não mostram a mesma evolução, ficando praticamente estagnadas no estágio de criança-prodígio. A reencarnação explica o fato, informando tratar-se de um espírito que reencarnou rapidamente, entrando adulto no corpo do recém nascido. A explicação satisfaz e até mesmo justifica-se, pois a ciência não conseguiu ainda explicar o porque de certas crianças serem bem mais evoluídas durante a infância, e depois serem adultos normais, dentro da média de sua evolução normal.
Outro ponto que merece uma análise mais profunda, é aquele que fala sobre “resgate de vidas passadas”. O que poderia ser esse resgate, e como explica-lo?
Desde que o mundo é mundo, sempre alguém provocou danos físicos ou morais a alguém, muitas vezes causando grandes sofrimentos, e até mesmo a morte. Como ficou essa dívida pendente, ela apenas poderá ser resgatada em novos encontros entre esses espíritos em vidas futuras, claro que vestindo corpos diferentes.
Podemos justificar esse fato, lembrando que durante nossa vida temos frequentes encontros e desencontros, com pessoas que, ou nos atraem de uma maneira inexplicável, provocando uma certa aura de simpatia, ou nos repelem, despertando-nos antipatia gratuita. Como explicar tais sentimentos por pessoas que muitas vezes, acabamos de conhecer? Ou sequer conhecemos?
No caso da Internet, muitas vezes alguém nos desperta profunda amizade, sem que saibamos o porque, da mesma maneira que apenas lendo algo escrito, sentimos antipatia por outras. 
Podemos encontrar justificativas em fatos ocorridos em vidas anteriores, e os espíritos se entendem, ou não, sem maiores justificativas. Gosto de fulano, não gosto de sicrano... Por que será?
Assim é o amor. Não existem razões plausíveis para o fato de amarmos determinadas pessoas, ou de detestarmos outras.  
Existem casos de pessoas de temperamentos totalmente antagônicos, que teoricamente sequer poderiam estar perto, e que se amam, unem-se, e vivem uma vida inteira de plena felicidade, apenas aceitando o sentimento que vem lá de dentro, e que é mais forte do que a própria vida em si. São experiências trazidas de vidas anteriores, e que precisam ser complementadas ou resgatadas nesta passagem.
Assim como a aversão gratuita que sentimos por alguém, quando até dizemos que “nossos espíritos não batem”, poderá ser algo vindo de uma vida passada. Algum mal feito, e que provoca esse sentimento de defesa, pois o débito ainda está latente. E muitas vezes o outro lado insiste na amizade, procura por todas as maneiras agradar, sendo sempre repelido. É a tentativa de um pedido de desculpas, que nosso espírito ainda recusa.
Durante toda a vida soubemos de casos de pais e filhos que se amam muito, o que seria normal.
Mas também sabemos de ódios totalmente inexplicáveis dentro de uma família, causando sua desagregação total. A única explicação plausível é aquela que vem de um lugar do passado.
O tema “vidas passadas” deve ser analisado com total isenção de ânimo, para que se possa chegar a um julgamento correto, mas os fatos em si já dizem alguma coisa em favor do assunto. 
São coisas que normalmente se atribuem a “coincidências”, ou ao famoso “não sei porque”, e que podem perfeitamente encontrar explicação no plano espiritual.
Vidas passadas, portanto, é algo para ser muito bem estudado, e já existe a respeito inclusive opinião de alguns médicos que aceitam o assunto e o estudam.
 
Marcial Salaverry

22/01/2015

O Mundo De Regeneração Que Virá


Estamos vivendo a transição do mundo atual (prova e expiações) para o mundo de regeneração.
O que é este mundo de regeneração?


ADVENTO DO MUNDO DE REGENERAÇÃO

1 – Como poderíamos definir a diferença entre Mundo de Provas e Expiações, estágio atual da Terra, e Mundo de Regeneração, o próximo estágio?
Mal comparando, diríamos que nos Mundos de Provas e Expiações o egoísmo predominante, resquício da animalidade primitiva, é o elemento gerador de todos os males. No Mundo de Regeneração, consciências despertas para esse problema estarão empenhadas em superá-lo.

2 – Então no Mundo de Regeneração ainda prevalece o mal?
Prevalece a consciência de que é preciso vencê-lo com o empenho do Bem. Equivale a dizer que o mal nesses planetas não tem receptividade nos corações e tende a desaparecer.

3 – Fala-se que a promoção de nosso planeta para Mundo de Regeneração ocorrerá neste milênio, provavelmente nos próximos séculos. Não estamos diante de um otimismo ingênuo, considerando os graves problemas humanos, envolvendo crimes, guerras, vícios, violência urbana, terrorismo, a evidenciar que a maldade ainda impera?
Há muita gente envolvida com o mal, por ignorância. Estes serão renovados no desdobramento de suas experiências, particularmente com a mestra dor, em reencarnações regeneradoras. O problema está naqueles que constituem uma minoria barulhenta, com o mal entranhado em seus corações. Esses serão expurgados, quando chegar a hora.

4 – Tipo Bin Laden?
Sim, todos aqueles que se comprazem com a violência, o vício, o crime, sem a mínima sensibilidade em relação aos males que causam, aos sofrimentos que impõem aos seus irmãos.

5 – Para onde irão os Espíritos degredados?
Provavelmente para Mundos Primitivos, em posição inferior à Terra, conforme a escala apresentada por Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo.

6 – Isso não contraria o princípio doutrinário de que o Espírito pode estacionar, mas jamais retrograda?
Um homem civilizado condenado a viver entre aborígines não sofre nenhuma perda em relação à sua inteligência, cultura e conhecimentos, que, inclusive lhe serão úteis na nova situação, embora as limitações a que estará sujeito. O mesmo acontece com o Espírito degredado em planeta inferior.

7 – Não irá um Espírito intelectualmente evoluído, mas moralmente atrasado, causar embaraços aos habitantes desse mundo?
Não tanto quanto os benefícios que essa convivência ensejará. Os degredados estarão mais ou menos no mesmo estágio moral, mas superiores no estágio intelectual, favorecendo o progresso de seus hospedeiros, em cujo seio reencarnarão.

8 – E ficarão para sempre por lá?
Segundo Emmanuel, somos todos tutelados do Cristo, o governador espiritual de nosso planeta, compondo uma imensa família, de perto de vinte e cinco bilhões de Espíritos. Natural, portanto, que após superarem sua rebeldia e resgatarem seus débitos, ajustando-se às leis divinas, retornem os degredados ao convívio humano, o que poderá demandar milênios, mas forçosamente acontecerá. Como ensina Jesus, das ovelhas confiadas por Deus aos seus cuidados, nenhuma se perderá.

Autor: Richard Simonetti
  
Mundos regeneradores
Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III

      16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miselhráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

      17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se.
Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.
Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

      18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que uni mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
   
Progressão dos mundos

      19. O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas uni meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa ideia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!
Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus.
- Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

  MANSOS DE CORAÇÃO
“Escrínio de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel

          Quando Jesus proclamou a felicidade dos mansos de coração, não se propunha, de certo, exaltar a ociosidade, a hesitação e a fraqueza.
          Muita gente, a pretexto de merecer o elogio evangélico, foge aos mais altos deveres da vida e abandona-se à preguiça ou à fé inoperante, acreditando cultivar a humildade.
          O Mestre desejava destacar as almas equilibradas, os homens compreensivos e as criaturas de boa vontade que, alcançando o valor do tempo, sabem plantar o bem e esperar-lhe a colheita, sem desespero e sem violência.
          A cortesia é o primeiro passo da caridade.
          A gentileza é o princípio do amor.
          Ninguém precisa, pois, aguardar o futuro, a fim de possuir a Terra. É possível orientá-la hoje mesmo, detendo-lhe os favores e talentos, entre os nossos semelhantes, cultuando a bondade fraternal.
          As melhores oportunidades de cada dia no mundo pertencem àqueles que melhores de fazem para quantos lhes rodeiam os passos. E ninguém se faz melhor, arremessando pedras de irritação ou espinhos de amargura na senda dos companheiros.
          A sabedoria é calma e operosa, humilde e confiante.
          O espírito de quem ara a terra com Jesus compreende que o pântano pede socorro, que a planta frágil espera defesa, que o mato inculto reclama cuidado e que os detritos do temporal podem ser convertidos em valioso adubo, no silêncio do chão.
          Se pretendes, pois, a subida evangélica, aprende a auxiliar sem distinção.
          A pretexto de venerar a verdade, não aniquiles as promessas do amor. Abraça o teu roteiro, com a alegria de quem trabalha por fidelidade ao Sumo Bem, estendendo a graça da esperança, a benefício de todos, e, um dia, todos os que te cercam e te acompanham entoarão o cântico dos bem-aventurados que o teu coração escreveu e compôs nos teus atos, aparentemente pequeninos de fraternidade e sacrifício, em favor dos outros, em tua jornada de ascensão à Divina Luz.

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São 260 textos disponíveis para seu estudo. Alguns exemplos:
- A Mediunidade na Bíblia
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/vidaspassadasbr/conversations/messages/178
- O sofrimento não é o caminho mais eficiente para a transformação humana
 - Ectoplasma - Rompendo a Fronteira Física
- A família é o campo de provas para a evolução do espírito
  - Jesus Cristo, o filho de Deus (visão espírita)

15/01/2015

Saiba O Que O Bom Exemplo Pode Fazer Pelo Seu Espírito E Pela Sua Família

 Regis Mesquita
Blog Nascer Várias Vezes  - http://www.nascervariasvezes.com/
 
 João descobriu que estava com câncer.
Teria que se submeter a um tratamento doloroso.
Sua esposa preparou os filhos pequenos para as dificuldades.
Família é um espaço aonde sempre se deve falar a verdade.
 
João tinha dois irmãos e dois cunhados.
Eles decidiram que cuidariam de João no dia das sessões de quimioterapia e nos dias seguintes.
E assim foi! Cuidavam dele dia e noite a cada sessão de quimioterapia, e nos três dias seguintes.
Todos revezavam para que cada um pudesse descansar e perder menos dias de serviço.
 
João curou. A vida voltou ao normal.
Todavia, naquela família o normal foi moldado pelo bom exemplo dos irmãos e cunhados.
Quando os filhos do João discutiam, logo se lembravam da solidariedade e da amizade.
Naquela família a solidariedade não era um ideal, era uma realidade.
 
Décadas depois, os netos de João tinham bons pais.
Eram pais cujas personalidades foram moldadas por exemplos de solidariedade e de servir.
Os netos sabiam desta fase da vida dos pais e avós.
Os bons exemplos não podem morrer.
É por isto que todos os pais devem contar as histórias da sua família.
O que é bom e positivo é para ser falado.
O que é nobre é para ser entendido e praticado.
 
Na doença, João teve uma postura nobre: permitiu que os parentes cuidassem dele.
É muito importante saber dar e saber receber.
Os laços se fortaleceram, graças à ajuda dos familiares.
A amizade tornou-se maior.
Aumentou o carinho, o gostar e o bem estar.
Quando as pessoas optam por cultivar o que é nobre, a satisfação com a vida aumenta.
 
Todas as situações da vida são oportunidades de aprendizado.
A pessoa deve observar a situação e se perguntar: como posso ser útil?
Como posso colaborar para que o respeito, a amizade e o equilíbrio possam aumentar?
Cada atitude escolhida terá seus desafios.
A pessoa que quer fazer o bem deve aprender a superar desafios.
A decisão por persistir em um bom caminho exigirá esforços.
A reencarnação é o momento do esforço.
É o momento de ter interesse em aprender e enfrentar desafios.
Quem aprende simplifica a vida e vive um pouco melhor.
Quem cultiva o que é nobre amplifica sua energia.
 
João adoeceu e sua doença ajudou a família a se unir.
Todos se envolveram na ajuda e na cooperação;  todos ganharam em boa vontade, determinação e na capacidade de enfrentar desafios.
Este foi o ganho do espírito de cada um deles.
Quando houve o desencarne, cada um deles estava melhor.
Lições foram aprendidas, facilidades foram conquistadas.
Ao perceberem o quanto evoluíram, todos se alegraram.
 
Um espírito de luz comunicou em voz alta:
“A família é um espaço complexo, pois um fere o outro por causa das suas imaturidades.
Por isto, o amor é tão importante. O amor une o que a imaturidade poderia desunir.
As desavenças, discórdias e discordâncias vão sendo guardadas na mente de cada um e podem selar uma vida de distanciamento.
A união faz o oposto: o servir e o amparo são como detergente que aos poucos limpam o coração e a mente das pessoas.
Todo trauma, toda desavença e discórdia vão sendo “destruídos” à medida que o serviço e o apoio mútuo vão enchendo o coração das pessoas.
Toda família poderia passar por este processo de limpeza psíquica e espiritual.
Mas, nem sempre é esta a escolha que é feita.”
 
O bom exemplo dura no tempo.
O bom exemplo ajuda a gerar novos aprendizados.
O bom exemplo ajuda a desenvolver novas qualidades e habilidades.
O bom exemplo serve como um “detergente” que destrói mágoas, rancores e muitas outras negatividades que enche a vida das pessoas.
Tudo isto está à disposição das pessoas, se elas aproveitarem as oportunidades.
 
 
Para Refletir:
 
“O retorno do espírito para o corpo é planejado. A família em que ele nascerá será aquela capaz de propiciar o positivo e o negativo que precisa para evoluir.
 
Você está no lugar certo para enfrentar os desafios que necessita para se desenvolver.
 
É, portanto, perda de tempo qualquer lamentação. Use sua mente e seu coração para construir uma vida muito melhor do que aquela que tem agora.
 
Faça a sua parte! “Você nasceu com potenciais para superar os obstáculos que estão hoje à sua frente”.
 Regis Mesquita
  
 Para refletir 2:
 
“A solidariedade em família gera muita segurança e é um dos caminhos mais eficientes para o crescimento de todos os membros do grupo. Por isto não eduque seus filhos com “cada um limpa o que suja”. Eduque para que todos possam perceber a necessidade e a oportunidade de ajuda. Eduque para que descubram o prazer em ajudar e a facilidade em colaborar. Atenção na realidade e nas necessidades dos outros é uma qualidade que deve ser desenvolvida para que haja harmonia e solidariedade na família. Isto se chama crescimento espiritual”.
 Regis Mesquita
 

23/10/2014

Passe: Energia x Fluido

(Imagem publicada no google)

A palavra energia está na moda. Aplicada em vários segmentos, pode apresentar diversos significados mas, aqueles que a utilizam, nem sempre tem a preocupação de utilizá-la corretamente ou conhecer seu verdadeiro significado.

Ela pode ser interpretada como vigor, como na frase: ‘as crianças possuem muita energia!’. Também pode expressar autoridade: ‘o comandante dirige seus soldados com energia’.

No campo das Ciências, particularmente na Física, define-se Energia como sendo a “capacidade de realizar trabalho”.

Já a palavra “fluido” é raramente utilizada e, quando a utilizam, é pronunciada como ‘fluído’, que na verdade é o particípio passado do verbo fluir. Define-se fluido como sendo todo elemento ou substância que não tem forma própria. São considerados como fluidos os líquidos e os gases. Há outros mais sutis, como o fluido elétrico e o fluido magnético.

Assim como temos fluidos materiais, que fazem parte do nosso dia-a-dia, também há fluidos de natureza espiritual.

Os fluidos materiais são manipulados pelo próprio ser humano de inúmeras formas, conforme as necessidades para manutenção da vida física: na elaboração dos alimentos, na composição de medicamentos, na utilização de aparelhos eletroeletrônicos, entre outros.

Já os fluidos de natureza espiritual são manipulados pelos Espíritos, e essa utilização não depende do seu nível de evolução; tanto os Espíritos superiores quanto os inferiores, manipulam fluidos espirituais. Nós não podemos ver esses fluidos, mas podemos sentir seus efeitos pela agradável ou desagradável sensação que nos proporcionam.

Infelizmente no meio espírita, o uso da palavra ‘energia’ também se espalhou. Encontramos, com frequência, expressões como: energias positivas e negativas, doação de energias, centros energéticos, energias descompensadas, etc. É muito comum, por exemplo, dizer que o passe é uma “transfusão de energias”. O correto é dizer que o passe é uma transfusão de fluidos de natureza superior, que irão auxiliar no equilíbrio espiritual, mental e também físico de quem o recebe.

É preciso recorrer sempre aos ensinamentos dos Espíritos Superiores a respeito, através das obras de Allan Kardec. Ele foi fiel aos ensinamentos dos Espíritos e aos conceitos científicos já admitidos e empregados em sua época (e ainda hoje). Mesmo tendo esse grande cuidado, Kardec ainda assim foi criticado. O que seria dele e da Doutrina caso tivesse optado por não se preocupar com o aspecto científico contido nos ensinamentos que recebia da Espiritualidade? Não deve passar desapercebido, para quem estuda com profundidade as obras de Kardec, que ele não empregou a palavra ‘energia’ em nenhum de seus livros, nem na Revista Espírita.Em sua quinta e última obra “A Gênese”, ele dedicou um capítulo para tratar especialmente dos “Fluidos” (Capítulo 14).

O Espírito André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, também tratou dos fluidos na obra “Evolução em dois mundos”. Já no capítulo 1 da Primeira Parte, ele trata do ‘Fluido Cósmico’ e, no Capítulo 13, ele trata da ‘Alma e Fluidos’.

Esses temas são trabalhosos e, devido à sua dificuldade, oferecem uma resistência muito grande para o seu estudo nas casas espíritas. Sem dúvida, a questão é complexa e profunda, mas isso não impede que se aprenda, com Kardec, a utilizar os conceitos espíritas de forma correta.

Muitos poderão contestar dizendo que Jesus também não disse nada a respeito desse assunto. Disse sim, e várias vezes! Mas, adequando seus ensinamentos à capacidade de compreensão das pessoas daqueles tempos, Ele utilizou essa verdade sublime através de um conceito que Ele destacou com ênfase: a fé. Dizia Ele aos que recebiam a benção da cura de seus males: ‘a tua fé te salvou’; ou aos que se sentiam sobrecarregados pelo sofrimento: ‘se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda...’!

A fé, capacidade de confiança no poder divino, semente que todos podem desenvolver, foi enfatizada por Jesus em muitos de seus ensinamentos, mostrando o grande poder de atração que ela possui, em benefício de quem a soubesse aplicar com sabedoria. Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo (Cap. 19, item 5) também citou a fé, como poderoso fluido magnético, isto é, com grande poder de atração,  dizendo que ‘graças a ela, o homem age sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá impulso por assim dizer irresistível.’

Recomenda-se portanto, muita cautela no emprego desses dois conceitos: energia e fluido. Importante analisar as obras espíritas, sobretudo as da atualidade, para verificar até que ponto os autores estão comprometidos com os aspectos científicos da Doutrina, mantendo fidelidade aos mesmos, assim como Kardec o fez.
(Tema apresentado na reunião pública do dia 4 de junho de 2012)

Enviado por:'Lu Bandesh' via Vidas Passadas